TRANSCENDENCIA

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O GRITO NO CAIS.

  O grito que se ouve , nada tem de aflição , tem sim uma boa dose de solidão.
das entranhas da alma geme um pobre coração , ora cheio ora vazio , como um porão de um navio sempre pronto a carregar, em que cais ancorrarei , que marujos encontrarei , portos sujos , ondas bravas,   coração cheio de magoa  em que caís aportarei, terra a vista , esperança renovada, ágius  pensamentos , fracas palavras, marolas de letras agitam palavras vagas , lagrimas e ondas se contemplam num agito sem parar ora vai ora vem  em um tonto balançar  e novamente o grito que nada tem de aflição , toca em tom maior o tronbone cujos  acordes são da solidão.                                                                                                            

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