TRANSCENDENCIA

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

VENTO e o lobisomem

Em certas noites escuras o vento resolve soprar pelo avesso, quente por fora e frio por dentro , apostando corrida com a lua branca alva negra mancha , sombra onde o pensamento fugidio , arruma logo uma assombração, uiva o lobo , destoante notas de terror a lo, meio lobisomem meio homem, corre mata , cheiro forte , jasminzando  doce  feito da flor de cor do leito , sangra  seiva  rubro jeito , mancha  sangue , boca ardente , afiados  lindos dentes , corta guela, , branca pele, jovem doce donzela , , cujo colar de perola esparrama pelo chão ,  tenebrande altos brados de um uivar agonizante , cheiro sangue, morte perto , junto todos em um misterio, alho, cruz,  agua  benta, espanta o uivo simbilante crava estaca peito forte , entre os dentes  finos e forte , o  iuvo do lobisomem na  escuridão.

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